Gestão do processo de internacionalização durante a COVID-19

Atualizado: Nov 14


Quero iniciar esse artigo lançando luz ao tema Processo de Internacionalização, o qual está relacionado à expansão da firma além das fronteiras de um país para novos mercados internacionais (HITT; HOSKISSON, 1994) como estratégia de crescimento.

Após analisarem empresas em seus diferentes níveis de maturidade exportadora estudiosos da área:

1) dividiram a internacionalização de empresas em alguns processos com o objetivo de elucidar sua gestão de desenvolvimento e

2) identificaram estratégias adotadas para avançarem as fronteiras por meio de investimento diretor no exterior, tais como: parcerias, alianças estratégicas, fusões, aquisições, joint-ventures, etc.

Estas são duas das formas pelas quais uma empresa consegue tornar-se global.

Na maioria dos casos a gestão do processo de internacionalização é uma tarefa árdua que exige, além de investimentos econômicos, outros atributos como habilidades profissionais, conhecimento técnico, esforço e dedicação por parte dos líderes corporativos, assim como de seus funcionários.

Todo negócio se depara com um certo grau de risco e o mesmo acontece, até mesmo em um grau mais elevado, com os investimentos de uma empresa no processo de internacionalização dado a sua natureza (exógena) no contexto global das transações. Entre elas estão barreiras comerciais tarifárias e não tarifárias, taxas cambiais, custos de infraestrutura elevados, poder de barganha de fornecedores de matérias-primas e insumos, etc.

No entanto, este apetite empreendedor pelo crescimento além das fronteiras tem destacado muitas empresas do setor de transformados plásticos, as quais - mesmo em tempos de COVID-19 - não colocaram a estratégia de internacionalização em quarentena. Pelo contrário, perceberam rapidamente a movimentação da cadeia de suprimentos e começaram a engajar esforços em países que eram parceiros assíduos da China, investiram tempo em reciclagem profissional para entender o dinamismo deste novo momento internacional, romperam de uma vez as barreiras que os separavam da cultura de internacionalização ao tomarem ciência que a pandemia veio para mostrar que o globo está completamente conectado e que no logo prazo sairão muito mais fortes deste caos em rede.

Por que as empresas entenderam de forma tão rápida este contexto de mudança global em função da pandemia? Um dos pontos foi justamente porque as companhias de economia em desenvolvimento, como o Brasil, que estão engajadas no processo de internacionalização já viviam em tempos de incertezas nesta trilha de crescimento além das fronteiras nacionais, mesmo antes da COVID-19.

Esta experiência e dúvidas eram presenciadas de forma muito mais intensa nos países em desenvolvimento que nos países desenvolvidos e em transição. Estas indústrias tinham que lidar constantemente com manobras empreendedoras de forma radicais, ou seja, desenvolver novas parcerias, inovar seus produtos, conseguir linhas de financiamentos, substituir representantes, se reinventar, reaprender a estufar containers com seus compradores, consolidar cargas com outras empresas, dentre outras soluções.

A gestão de incertezas requer estratégias que ajudam as empresas a minimizar os impactos dos riscos negativos e maximizar os impactos positivos e este gatilho é pressionado de forma natural pelas indústrias que querem o sucesso de seus empreendimentos. As ações táticas para romper as incertezas envolvem: coleta de dados para alimentar as empresas com informações importantes, receber apoio por exemplo de Projetos Setoriais como o Think Plastic Brazil, trabalhar o fomento de imagem, incentivar os funcionários a investirem em capacitação, networking, benchmarking, flexibilização e adaptação operacional, colaboração proativa, formas diferentes de fazer negócios e monitoramento constante dos movimento do mercado.

Não há dúvidas que os governantes precisarão estruturar seus países para a pós-pandemia e principalmente formular um plano de crescimento pautado na nova realidade deixada pela devastação de alguns setores da economia. Contudo, ante uma leitura do mercado, um novo padrão de comportamento das empresas começa a ser formado a cada momento que as barreiras do desenvolvimento são quebradas: o que era investimento de logo prazo passou a ser priorizado em tempos da COVID-19, o que era impossível passou a ser discutido freneticamente nas reuniões de Grupos de Trabalho de Crise, valores que não eram percebidos passaram a ser destacados como intrínsecos para o crescimento, empresários ficaram mais abertos a sugestões, algumas empresas de determinados segmentos com ociosidade passaram a sentir o gosto de uma plena produção, outras empresas mudaram radicalmente seu segmento, o investimento em capacitação cresceu de forma substancial e o apetite pelo processo de internacionalização pela primeira vez no Brasil começou a ser alimentado pela oportunidade enxergada pelos empresários visionários.

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